Atualizado em: 06 de março de 2026.
Síntese do artigo
Separar custos fixos e variáveis permite entender com mais clareza como o dinheiro circula dentro da clínica e quais despesas realmente acompanham o volume de atendimentos.
Essa distinção facilita a análise da saúde financeira do negócio e apoia decisões mais estratégicas sobre precificação, investimentos e crescimento.
Com essa organização, o gestor passa a ter mais controle sobre a rentabilidade e a sustentabilidade da operação.
Continue a leitura!
Os custos fixos e variáveis, quando classificados da maneira correta, ajudam a ter mais controle de gastos e facilitam a tomada de decisão, objetivando a redução das despesas e, consequentemente, aumentando o faturamento da clínica odontológica.
Lidar com a gestão financeira da sua clínica não é brincadeira, visto que é um dos fatores determinantes para o sucesso do seu negócio. Os gestores e proprietários de clínicas devem sempre estar atentos às entradas e saídas do seu caixa para ter o controle do seu financeiro nas mãos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 20% das empresas no Brasil não sobrevivem ao seu 1º ano e 60% fecham as portas antes de completar 5 anos. Cristiano Demartini, CEO da primeira rede de hospitais odontológicos, OdontoTop, destaca que dentre as principais razões estão o desconhecimento do mercado e aausência de estratégias.
Não deixe a sua clínica entrar nessa estatística. Neste artigo, vamos entender a definição de custos fixos e variáveis, e como você pode usar esses termos a seu favor na hora de calcular seus gastos.
Boa leitura!
Leia também: Obrigações Tributárias: entenda o que são e quais sua clínica deve pagar.
O que é um custo fixo na odontologia?
Os custos fixos de uma clínica odontológica são aqueles que não mudam, independentemente da quantidade de atendimentos, como:
- Aluguel;
- Salários;
- Contas de serviços básicos;
- Limpeza e manutenção de materiais;
- Seguro para os equipamentos.
Falamos “fixo” referente ao valor gasto que não sofre nenhuma ou pouca alteração durante um período recorrente, podendo ser semanal, mensal, trimestral ou anual.
Apesar de ser uma cobrança fixa, não significa que o valor sempre será o mesmo. Afinal, reajustes acontecem.
Mas, em caso nenhum, o faturamento das suas vendas irá modificar os seus custos fixos, a não ser que você elimine esses custos por causa de um baixo retorno.
Se sua clínica possui um fluxo baixo de fechamento de orçamentos, isso impactará diretamente na sua margem de lucro, afinal, se os custos estão sendo maiores que o seu faturamento, o seu negócio não está sendo rentável.
O que é custo variável na odontologia?
Os custos variáveis estão diretamente relacionados ao uso de materiais, honorários de profissionais e manutenção de equipamentos. Muitas vezes, o custo variável é popularmente conhecido por custo direto, justamente por incidir no volume de fechamento de orçamentos.
Ou seja, se a produção ou a quantidade de atendimentos aumentar, consequentemente, os seus custos também aumentam, e isso significa que as suas vendas cresceram.
Os custos variáveis sempre serão proporcionais aos seus produtos fabricados ou aos serviços prestados. Alguns exemplos de custos variáveis são:
- Gastos com logística;
- Marketing;
- Impostos sobre produtos;
- Matérias-primas;
- Embalagens;
- Mão de obra temporária;
- Horas extras;
- Comissões sobre vendas;
- Taxas de cartão de crédito.
Além desses fatores, também é importante considerar que mudanças no cenário tributário brasileiro também podem impactar diretamente o planejamento financeiro da sua clínica.
Com a Reforma Tributária aprovada e em andamento no Brasil, a forma como os impostos são estruturados tende a passar por transformações ao longo dos próximos anos, o que pode influenciar custos, margens e estratégias financeiras das empresas.
Para clínicas odontológicas, isso significa que o acompanhamento dessas mudanças se torna parte importante da gestão.
Por isso, além de monitorar custos fixos e variáveis, é importante também manter atenção às atualizações do ambiente tributário e contar com apoio contábil e sistemas de gestão que ajudem a manter a organização financeira e previsibilidade da clínica.

Custos fixos e variáveis na odontologia: qual a diferença?
É essencial ter em mente as principais diferenças entre os custos fixos e variáveis.
Para diferenciar, primeiramente, precisamos entender o contexto desses custos, pois ele altera conforme a atividade da clínica.
Para facilitar o entendimento, podemos exemplificar para o cotidiano de uma clínica de Odontologia ou Estética Avançada:
Quando é feita uma compra de uma determinada quantidade de insumos de um fornecedor todos os meses, isso é um custo fixo, pois essa quantidade é comprada com frequência.
No entanto, se um mês houver mais vendas de tratamentos, e os insumos que haviam em estoque acabam, sendo preciso comprar mais, passamos a considerá-lo um custo variável, pois a compra apenas ocorreu pelo seu volume de vendas ter excedido o planejado da sua compra mensal de insumos.
Como visto anteriormente, o custo fixo sofre pouca ou nenhuma alteração de acordo com o volume de vendas ou produção, diferente do custo variável que é alterado por esse fator.
Muitas vezes, os custos podem ser confundidos com despesas, veja abaixo como não cometer esse erro.
Despesa e custos: qual a diferença?
Conforme dito anteriormente, o significado de custos e despesas varia, mas vamos tentar entender a síntese de cada um.
Para organizar os gastos da sua clínica, é preciso entender a diferença entre despesas e custos.
Por exemplo, voltando ao cotidiano de uma clínica de Odontologia ou Estética Avançada, é impossível você fazer um procedimento sem ter o material de consumo dental.
Então tudo que é necessário para concluir um tratamento ou serviço se designa como um custo, pois ele se refere aos gastos relacionados diretamente à prestação de serviço.
Já as despesas são os gastos administrativos que são necessários para manter a sua clínica funcionando, como aluguel da sala, salário da secretária, água, luz, internet, entre outros.
Agora que você já sabe diferenciar uma despesa de um custo, é essencial que você saiba como identificar os custos fixos e os variáveis no seu financeiro.
Como identificar os custos fixos e variáveis da sua clínica odontológica?
Na dúvida, basta você fazer uma análise simples: se eu fechar mais tratamentos, determinado custo específico aumentará? Se a sua resposta for sim, é um custo variável, se não, é um custo fixo.
Como exemplificado anteriormente, você faz uma compra mensal de insumos. Se você compra com frequência, é um custo fixo. Mas, como você vendeu muito mais tratamentos e teve de comprar mais insumos, isso se enquadra como custo variável.
Após essa breve análise, o ideal para você fazer esse controle de custos fixos e variáveis é registrar tudo em um livro-caixa. Assim, você terá de uma maneira organizada todos os gastos que você fez durante um determinado período.
Agora que ficou mais fácil identificá-los, saiba a importância de por que você deve fazer essa separação.
Veja também: Organização Financeira para Dentistas: guia de boas práticas.
Custos fixos e variáveis: por que identificá-los?
Seja uma clínica de pequeno ou grande porte, conhecer os custos fixos e variáveis traz diversos benefícios, incluindo saber de uma vez por todas se o seu negócio está sendo lucrativo ou não, que é uma das maiores preocupações dos empreendedores.
Com esse controle, também é possível precificar corretamente os seus produtos ou serviços prestados, possibilitando um melhor planejamento financeiro.
Quer saber mais sobre como precificar seus procedimentos na odontologia? Confira o material abaixo e impulsione sua gestão financeira!

Se você observar o seu fluxo de caixa e ele tiver mais despesas e custos fixos, significa que quanto mais você vender, maior será o seu lucro, o que gera um saldo positivo. Diferente dos custos variáveis, se ele aparecer mais nos seus relatórios, quer dizer que você precisa lucrar a cada venda, se não terá prejuízo.
Portanto, uma clínica que apresenta mais despesas e custos fixos é a que tem mais vantagem ao criar promoções, pois ela ganha no volume de vendas.
Como calcular custo fixo e variável?
Antes de iniciar o cálculo dos custos, é primordial que você identifique e liste todos os gastos da sua clínica, descrevendo-os manualmente ou por meio de um software odontológico que compila esses dados de forma centralizada e organizada.
Com isso, você pode elaborar uma tabela detalhada de cada um dos gastos, classificando-os entre custos fixos e custos variáveis conforme a classificação explicada anteriormente. O cálculo é simples, mas demanda atenção.
Vamos imaginar uma clínica que gasta com aluguel do local, água, luz, aluguel e manutenção de equipamentos, o qual iremos classificar como despesa e custo fixo, o valor de R$ 15.000 por mês.
Por outro lado, para a realização dos serviços, é necessário comprar alguns materiais que serão usados nos procedimentos. A quantidade e valor dessa compra, neste caso, variarão conforme a quantidade de atendimentos.
Em nosso exemplo imaginário, vamos supor que o valor dos materiais é de R$ 250,00 por procedimento e naquele mês foram atendidos 100 pacientes.
A fórmula que vamos usar é:
Custo total = despesa e custo fixo + (custo variável X n.º de pessoas atendidas por mês).
Custo total = R$ 15.000 (despesa e custo fixo) + (R$ 250,00 (custo variável) X 100 (pessoas atendidas por mês).
Custo total = R$ 15.000 (despesa e custo fixo) + (R$ 25.000 custo variável no mês).
Custo total = R$ 40.000,00.
Sabendo o custo total da sua clínica, você pode calcular o custo por unidade de cada procedimento. Dessa forma, você consegue avaliar se você está conseguindo lucrar e até planejar promoções com mais assertividade.
A fórmula para calcular o custo por unidade é:
Custo por unidade = custo total / n.º de pessoas atendidas por mês.
Custo por unidade = R$ 40.000,00 (custo total) / 100 (pessoas atendidas por mês).
Custo por unidade = R$ 400,00.
Ou seja, o custo de cada procedimento seria R$ 400,00. Após calcular o custo base por unidade, você consegue precificar corretamente o serviço, identificar a margem de lucro e desenvolver estratégias de acordo com a necessidade da sua clínica.
Esse cálculo você deve fazer com qualquer serviço que você presta, ou com seus produtos vendidos, assim você consegue estabelecer um lucro em cada trabalho seu, gerando um saldo positivo para o seu negócio.
Ainda assim, é muito importante que você consiga reduzir seus custos ao máximo, visando economizar e garantir uma saúde financeira a longo prazo. Veja abaixo algumas dicas práticas!
Dicas para reduzir despesas, custos fixos e variáveis na odontologia
A redução dos custos fixos e variáveis é uma estratégia poderosa para aqueles que querem economizar dinheiro.
O cotidiano dos gestores e donos de clínica é bastante movimentado, muitas vezes os empreendedores enfrentam obstáculos, e para superar esses desafios é necessário utilizar diversas estratégias para melhorar o seu faturamento.
Diferente do que muitos pensam, quando os lucros são reduzidos, a melhor solução não é a demissão de funcionários. Afinal, sem mão de obra, não há produção.
Perceba como você pode reduzir os custos fixos e variáveis com alguns métodos eficientes, a fim de minimizar e evitar os prejuízos.
Faça um planejamento
É importante criar um plano e segui-lo à risca. Este plano deve incluir estratégias para identificar as áreas onde as economias podem ser feitas, bem como táticas para implementar essas economias.
Além disso, o plano deve incluir etapas para monitorar o progresso e garantir que as reduções de custo sejam sustentáveis ao longo do tempo. Assim, você garantirá que sua clínica esteja operando em seu nível mais eficiente e, ao mesmo tempo, mantendo a lucratividade.
Com um plano bem pensado, as empresas podem reduzir significativamente seus custos fixos e variáveis com o mínimo de esforço.
Comece economizando pouco
Reduzir custos fixos e variáveis pode ser um desafio para clínicas de todos os portes. Mas, ao dar pequenos passos e estar atento aos seus gastos, você pode reduzir significativamente seus custos sem sacrificar a qualidade.
Isso significa fazer pequenas mudanças em seus hábitos de consumo que podem aumentar com o tempo, como cortar despesas desnecessárias ou substituí-las por despesas menores.
Um exemplo de estratégia a longo prazo é que, dependendo do número de funcionários na sua equipe, se você substituir a compra recorrente de copos descartáveis por canecas individuais para cada colaborador, você conseguirá eliminar essa despesa da sua clínica.
Crie metas de gastos
Criar metas de gastos é essencial para reduzir seus custos fixos e variáveis.
Ao criar um orçamento e entender a quantidade de dinheiro gasto, você pode identificar áreas em que pode economizar e garantir que esteja dentro de suas metas de gastos para que seu negócio permaneça lucrativo a longo prazo.
Além disso, configurar pagamentos automáticos para contas recorrentes pode ajudá-lo a manter o controle de suas finanças e reduzir a quantidade de tempo gasto em gerenciá-las.
Ao seguir essas etapas, você pode reduzir suas despesas e seus custos fixos e variáveis para atingir suas metas financeiras.
Fuja dos juros
Os pagamentos de juros podem ser uma das principais despesas para as clínicas. Por isso, é importante comparar diferentes bancos ou máquinas de cartão de crédito para obter as melhores taxas de juros disponíveis.
Isso ajudará você a economizar dinheiro a longo prazo e oferecer melhores condições ao seu paciente.
Além disso, você também deve considerar o uso de uma máquina de cartão que ofereça taxas de transação mais baixas, pois isso vai ajudar a reduzir suas despesas gerais.
Para saber como se planejar e economizar em conformidade com a Reforma Tributária, leia o artigo: Reforma Tributária na odontologia: o que muda para clínicas e profissionais em 2026.
Conclusão
Gerenciar os seus custos fixos e variáveis é essencial para manter uma boa saúde financeira da sua clínica. Afinal, estabelecer o seu fluxo de caixa e atualizá-lo diariamente é o ponto-chave para você conseguir precificar os seus produtos e/ou seus serviços.
E, com esse controle eficiente, você poderá enxergar com clareza se sua clínica está gerando lucros ou prejuízos. Assim, você equilibra o seu financeiro, permitindo novos investimentos e rentabilidade sustentável, mesmo passando por uma fase de poucas vendas.
Um software odontológico que centraliza todos os aspectos financeiros da sua clínica também pode ser o ponto de virada para um planejamento mais organizado e assertivo.
Com o Clinicorp, por exemplo, você recebe relatórios intuitivos dos números e indicadores do seu fluxo de caixa, auxiliando na tomada de decisões e precificações de tratamentos.
O que aprendemos neste artigo?
Esta seção tem como objetivo solucionar as principais dúvidas acerca do tema abordado ao decorrer deste artigo por meio de perguntas e respostas rápidas.
São despesas que permanecem praticamente as mesmas todos os meses, independentemente da quantidade de atendimentos realizados, como aluguel, salários da equipe, softwares de gestão e contas administrativas.
São gastos que mudam de acordo com o volume de procedimentos realizados, como materiais odontológicos, insumos clínicos, laboratórios protéticos e comissões por atendimento.
É necessário somar os custos variáveis diretamente ligados ao procedimento e a parcela proporcional dos custos fixos da clínica, considerando também tempo de cadeira, equipe envolvida e materiais utilizados.
Essa separação permite entender melhor a estrutura financeira da clínica, calcular corretamente a rentabilidade dos procedimentos e tomar decisões mais estratégicas sobre preços, investimentos e crescimento.
Até aqui, entendemos que diferenciar custos variáveis e fixos de uma clínica odontológica é essencial para sua saúde financeira e lucratividade.
E se você quiser se aprofundar ainda mais nesse assunto e colocar a mão na massa, conheça o Clinicorp: software odontológico líder no mercado, que compila e centraliza todas as informações que você precisa saber para alcançar a sustentabilidade e previsibilidade financeira na sua clínica.
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