Por onde começar a organização financeira na odontologia?

Atualizado: 22 de set. de 2021

Por Isabella Viana

organização financeira para dentistas, imagem superior de uma calculadora, cofrinhos e um notebook
Organização financeira para dentistas: como não errar nas finanças da clínica?

Atualmente, o cirurgião dentista não depende apenas de seus conhecimentos técnicos para alcançar o sucesso. É preciso também, obrigatoriamente, aprender a gerir seu consultório e entender que está diante de uma empresa.


E na maioria das vezes, esse é um profissional que entra para o mercado de trabalho, empreendendo, sem ter vivenciado nenhuma base administrativa e financeira na faculdade.


Dentistas gestores, muitas das vezes, na tentativa de ter o domínio financeiro de sua clínica ou consultório, destinam horas exaustivas (além das realmente necessárias) a esse fim, que poderiam estar sendo utilizadas, por exemplo, para a conversão de novos pacientes.


Quando nos deparamos com uma área de conhecimento que não temos conhecimento ou domínio, nosso subconsciente tende a nos sabotar, fazendo com que a gente acredite ser tudo muito complicado e difícil.


Um dos maiores desafios para o profissional, diante dessa necessidade, é conciliar a agenda de atendimentos com as funções de um dentista gestor. Além disso, o entendimento da gestão depende do quanto o dentista está disposto a investir em cursos, congressos, consultorias ou mentorias existentes no mercado.


Qual o primeiro passo para tornar a gestão clara e objetiva? Buscar, de forma simples, transformações que agregam valor aos processos administrativos de uma clínica ou consultório.



Confira os 7 passos para dar início a organização financeira da sua clínica odontológica:


Nosso ponto de partida é a organização básica e conseguimos dar o pontapé inicial através de 7 passos.


PASSO 1 - Separar contas pessoais x profissionais


Separação da conta bancária pessoal da profissional e redirecionamento dos recebimentos dos pacientes. As entradas e saídas em apenas uma conta bancária e em uma mesma planilha gera grande desorganização pois perde-se o controle financeiro.


Aqui observamos a necessidade de se estabelecer um pró-labore justo e verificar a possibilidade de concretizá-lo mensalmente. Esse pró-labore será fixo e em uma única retirada mensal pelo dentista do caixa da clínica.


PASSO 2 - Estabelecer um pró-labore inicial


Para quem não sabe como estabelecer um primeiro pró-labore, comece anotando todos seus gastos fixos pessoais para a “sobrevivência” e utilize esse valor, inicialmente. Você já vai começar a fazer uma análise pessoal financeira e pode ser que não tinha controle de todas as saídas.


PASSO 3 - Identificar gastos desnecessários


Identificar e se necessário, eliminar gastos supérfluos caso tenha um foco de recebimento (pró-labore) que ainda não consegue alcançar;


PASSO 4 - Renegociar com fornecedores


Negociar as compras de insumos. Acompanhar e viver essa constante alta dos insumos não está fácil, pois não conseguimos reajustar os procedimentos odontológicos da mesma forma, no mesmo percentual de aumento.


PASSO 5 - Calcular o seu custo por hora