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Radiografia Digital: o futuro dos diagnósticos odontológicos por imagem

Atualizado: 29 de mai. de 2023

Atualmente, os profissionais de odontologia estão usando cada vez mais os recursos da radiografia digital para melhor diagnosticar, tratar e monitorar condições e doenças bucais dos seus pacientes.

profissional posicionando o paciente em um scanner dentário 3D
Conheça o futuro dos diagnósticos odontológicos por imagem.

A radiografia digital é um tipo de imagem de raio-X que usa sensores digitais para substituir o filme fotográfico tradicional, produzindo imagens dos dentes, gengivas e outras estruturas orais do paciente, aprimoradas por um computador.


As imagens digitais odontológicas são obtidas por meio de três métodos: o método direto, o método indireto e o método semi-indireto.


O método direto usa um sensor eletrônico colocado na boca para registrar as imagens. A técnica indireta usa um scanner de filme de raio-X para converter imagens tradicionais em imagens digitais. A técnica digital semi-indireta combina um sensor e um scanner para converter raios-X odontológicos em um filme digital.


Neste blog você verá:


Tipos e usos da radiografia digital odontológica


As radiografias digitais odontológicas podem ser feitas dentro (intraoral) ou fora (extraoral) da boca.


Os raio-X intraorais, mais comumente utilizados, fornecem mais detalhes sendo usados ​​para detectar cáries, verificar o status do desenvolvimento dos dentes e monitorar a saúde de dentes e ossos.


Os raio-X extraorais não fornecem tantos detalhes e não são usados ​​para identificar problemas odontológicos individuais. No entanto, eles são úteis ​​para detectar dentes impactados, monitorar o crescimento e desenvolvimento da mandíbula e identificar problemas potenciais entre os dentes, mandíbulas e articulações temporomandibulares (ATM) ou outros ossos faciais.


Entre os principais tipos de raios-X intraorais, podemos incluir:


Raio-X de Mordida


Os raio-x de mordida são feitos com o paciente mordendo no filme. Ele mostra detalhes dos dentes superiores e inferiores.


Cada mordida mostra um dente desde sua coroa (topo) até aproximadamente o nível do osso de suporte. Os raios-X de mordida são usados ​​para detectar cáries entre os dentes e alterações na densidade óssea causadas por doenças gengivais, bem como para determinar o ajuste de coroas dentárias ou restaurações e a integridade marginal das obturações dentárias.


Radiografias Periapicais


As radiografias periapicais mostram o dente inteiro, desde a coroa até o osso de suporte em uma área da mandíbula superior ou inferior.


Os raio-X periapicais são usados ​​para detectar a estrutura da raiz e as anormalidades da estrutura óssea circundante. Mostrando a perda óssea ao redor de cada dente, os raio-X periapicais ajudam no tratamento de condições como periodontite, doença gengival avançada e na detecção de lesões endodônticas (abscesso).


Já os tipos de raio-X extraorais incluem:


Radiografias Panorâmicas


As radiografias panorâmicas requerem uma máquina que gira em torno da cabeça e mostra uma imagem de toda a boca, incluindo todos os dentes do arco superior e inferior.


Os raios-X panorâmicos são usados ​​para planejar o tratamento de implantes dentários, detectar dentes do siso, problemas na mandíbula e diagnosticar tumores ósseos e cistos.


Filmes panorâmicos são usados ​​para fins jurídicos e forenses para identificar corpos de vítimas de incêndios, colisões ou outras fatalidades.


Tomografia Computadorizada Multi-Slice (MCT)


A tomografia computadorizada multi-slice (MCT), mostra uma determinada camada ou “fatia” da boca enquanto desfoca todas as outras camadas. Esse tipo de raio-X é útil para examinar estruturas bucais difíceis de se ver a olho nu.


Projeções Cefalométricas


As projeções cefalométricas são um tipo de raios-X digital que mostram toda a cabeça, ajudando a examinar os dentes em relação à mandíbula e ao perfil do paciente.


Esse tipo de raio-X é amplamente usado por ortodontistas especialistas em alinhamento dentário, que desenvolvem seus planos de tratamento com auxílio das projeções cefalométricas.


Sialografia


A sialografia usa um corante (agente de contraste radiopaco) injetado nas glândulas salivares para visualizá-las no filme de raios-X.


A sialografia é normalmente usada para identificar problemas nas glândulas salivares, como bloqueios ou síndrome de Sjogren, uma doença autoimune que impede a produção de saliva e lágrimas.


Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (CBCT)


A Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (CBCT), mostra as estruturas internas do corpo como uma imagem tridimensional. Geralmente realizada em hospitais ou centros de imagem, cada vez mais, a CBCT é usada em consultórios odontológicos para identificar problemas ósseos faciais, como tumores ou fraturas.


As tomografias computadorizadas também são usadas para avaliar o osso para a colocação de implantes dentários e extrações dentárias difíceis, a fim de evitar possíveis complicações durante e após procedimentos cirúrgicos.


A CBCT, que requer até oito vezes mais radiação do que as radiografias panorâmicas, não corta as imagens. Em vez disso, seu feixe em forma de cone examina as áreas superior e inferior da boca ao mesmo tempo. Os dados são capturados por uma matriz bidimensional e cria imagens de alta resolução, combinadas para formar uma imagem 3D das estruturas ósseas.


Benefícios da radiografia digital odontológica


Assim como a teleodontologia, as radiografias digitais fazem parte do conjunto de transformações que a odontologia digital propõe e, em comparação com as radiografias odontológicas tradicionais, seus benefícios incluem os seguinte fatores:

  • As radiografias digitais revelam pequenas áreas ocultas de cárie entre os dentes ou abaixo das restaurações existentes (obturações), infecções ósseas, doença gengival (periodontal), abscessos ou cistos, anormalidades de desenvolvimento e tumores que não podem ser detectados apenas com um exame dentário visual;

  • As radiografias digitais podem ser visualizadas instantaneamente em qualquer tela de computador, manipuladas para melhorar o contraste e os detalhes, e transmitidas eletronicamente para outros especialistas sem perda de qualidade;

  • A detecção precoce e o tratamento de problemas dentários podem economizar tempo, dinheiro e evitar o desconforto;

  • A tecnologia de armazenamento digital permite maior capacidade de armazenamento de imagens sem a necessidade de arquivos físicos, o que economiza espaço;

  • As radiografias digitais odontológicas eliminam o processamento químico e o descarte de resíduos perigosos como folhas de chumbo, apresentando assim, uma alternativa ecologicamente correta;

  • As radiografias digitais podem ser compartilhadas facilmente com outros dentistas com tecnologia de softwares odontológicos ou impressão de fotos;

  • Sensores digitais e placas PSP (fósforo fotoestimulável) são mais sensíveis à radiação X e requerem 50 a 80 por cento menos radiação do que o filme tradicional. Essa tecnologia segue o princípio ALARA, que promove a segurança contra radiação;

  • Os recursos de radiografia digital, incluindo contraste, colorização, imagens em 3-D, nitidez, flip, zoom, etc., auxiliam na melhor detecção e interpretação, que por sua vez auxiliam no diagnóstico e educação do paciente. Imagens digitais de áreas problemáticas podem ser transmitidas em uma tela de computador ao lado da cadeira do paciente;

  • As imagens odontológicas digitais podem ser armazenadas facilmente em prontuários eletrônicos de pacientes e enviadas rapidamente por meio eletrônico.

Desvantagens das radiografias odontológicas digitais


A implementação da radiografia digital em uma clínica odontológica requer treinamento adicional que deve ser atualizado periodicamente para acompanhar as tendências da tecnologia que rapidamente se torna obsoleta ou indisponível. A falta de uso universal da radiografia odontológica digital por todos os profissionais é outra desvantagem.


Desvantagens adicionais das radiografias dentais digitais incluem o seguinte:

  • Tamanho do sensor: alguns sensores de sistemas diretos são mais robustos e volumosos do que os filmes dentais, causando desconforto ao paciente, especialmente para aqueles com tendência a engasgar.

Os sensores digitais são menores que o filme padrão, portanto, mostram menos áreas da imagem.

  • Fragilidade: mais finas do que as placas de filme, as placas PSP são mais sujeitas a danos por dobras, muitas vezes necessitando de substituições frequentes.

  • Controle de Infecção: a maioria dos sensores digitais e placas PSP não podem ser esterilizados e, portanto, requerem barreiras plásticas de proteção que devem ser trocadas entre uma consulta e outra para evitar contaminação cruzada e infecção.

Treinamento para lidar com radiografia digital


Dentistas, higienistas, assistentes e radiologistas orais/maxilofaciais podem fazer radiografias digitais odontológicas após concluir o treinamento especial.


Os requisitos de treinamento radiográfico para profissionais da odontologia diferem e são menos rigorosos do que aqueles para profissionais de hospitais e são encontrados no regulamento dos conselhos federais e estaduais de odontologia.


As obrigações de treinamento necessárias incluem atualizações periódicas de segurança, disponibilidade e treinamento em novos equipamentos, suprimentos e técnicas, procedimentos de controle de infecção e educação continuada no uso adequado e seguro de equipamentos de radiação.


Considerações de segurança na radiografia odontológica digital


Embora a exposição à radiação seja baixa com radiografias digitais odontológicas, ninguém deve receber mais radiação do que o necessário. Avental protetor de chumbo e colar de tireóide devem ser usados, especialmente para mulheres grávidas, mulheres em idade fértil e crianças.


Como os métodos de radiografia digital são muito mais seguros, portanto até mulheres grávidas podem realizar, com um limite de até quatro radiografias por consulta, embora a maioria dos pacientes e dentistas optem por realizar as radiografias após o término da gravidez.


Texto traduzido do site: www.yourdentistryguide.com


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