Coronavírus: os impactos da pandemia na odontologia

Atualizado: 2 de abr. de 2021

Passamos de um ano desde o início da pandemia da Covid-19 e seguimos em um cenário de incertezas. Mesmo com o início da vacinação, o país inteiro segue em crise e novos lockdowns já foram decretados em muitos estados.


Caro Dentista e Administrador de Clínica Odontológica,


Estamos em um momento delicado, com um colapso no sistema de saúde, o número de mortes por COVID-19 aumentando a cada dia, tudo isso, mesmo um ano após o início da pandemia e em meio a campanha de vacinação que já ocorre em todo o país.


Esse cenário faz com que seja necessária a tomada de novas medidas de restrição, ainda mais drásticas, o que já vem acontecendo em muitos estados brasileiros. Essas medidas são importantes para retomar o controle da situação e diminuir o contágio do vírus.


Você mesmo, como profissional da saúde, certamente coloca em prática as recomendações para reduzir a exposição ao COVID-19 e proteger tanto a sua saúde, quanto dos seus pacientes, equipe e família.


Mas, você sabe quais as possíveis consequências da segunda onda da pandemia de Coronavírus, as medidas restritivas e até mesmo um lockdown pode trazer para a sua clínica odontológica?


Preparamos este artigo, listando para você os possíveis efeitos que a segunda onda da pandemia pode ter nos seus negócios e algumas sugestões de como garantir a saúde financeira da sua clínica. Confira!



Quais os impactos da pandemia na área Odontológica?


Como acompanhamos diariamente nos noticiários, inúmeras medidas restritivas têm sido adotadas no país inteiro, o que afeta e até mesmo paralisa as atividades de muitos serviços.


Por mais que as clínicas odontológicas sejam consideradas um serviço essencial, elas dependem direta e indiretamente de outros serviços para manterem seu bom funcionamento, e neste caso a pandemia pode trazer impactos como:


Redução no fluxo de pacientes:


Esteja ciente que em caso de crises, e principalmente em uma pandemia, as pessoas em sua grande maioria passam a ser mais cautelosas ao tomar decisões. Com isso, o fluxo de pacientes diminui, muito pelo receio deles à exposição ao vírus.


Outro fator que influencia nessa redução, é o fato de muitas pessoas estarem desempregadas, com cortes de salário ou até mesmo serem autônomas e estarem com seus negócios fechados.


Isso faz com que elas demorem mais a fechar orçamentos, reduzam gastos, e até adiem a realização de tratamentos que não sejam urgentes.


Interrupção na cadeia de suprimentos:


O alto consumo de certos insumos médicos e a drástica falta de matéria-prima em algumas linhas de produção, vem impactando diretamente as cadeias de suprimento global.


Assim, as falhas nesses serviços devem ser mais constantes, além de atrasos na entrega por parte de fornecedores e indisponibilidade de produtos. Por outro lado, fique atento e denuncie preços abusivos na comercialização de luvas, máscaras e outros itens de higiene.


Impacto no fluxo futuro:


A combinação na redução da demanda e problemas na cadeia de suprimentos, com a crescente lotação do sistema de saúde, devem trazer efeitos econômicos em cascata em todos os setores, inclusive na área odontológica.


As clínicas odontológicas que possuem o parcelamento dos tratamentos definidos e com uma forma de pagamento formalizada, que não dependa do paciente ir até à clínica para realizar o pagamento poderão ter menos impactos no seu fluxo de caixa.