Cirurgião-Dentista, entenda como a pseudonimização pode te ajudar

Atualizado: 14 de dez. de 2021

Por Dr. Gabriel Escorcio

O empresário escreve em um caderno sentado em uma mesa
Entenda o que é a pseudonimização na gestão de dados da sua clínica odontológica.

A Lei Geral de Proteção de Dados impõe que todos aqueles que utilizam dados das pessoas tenham maior cuidado para evitar que eles sejam indevidamente compartilhados ou vazados. Para entender um pouco mais sobre os impactos que essa lei traz para o seu consultório odontológico você pode conferir neste artigo aqui: LGPD: O que é e qual o seu impacto na odontologia.


Agora é o momento de você entender sobre uma técnica que pode te ajudar bastante a reduzir riscos de que os dados pessoais que você utiliza dos seus pacientes sejam indevidamente compartilhados, de modo que você evite problemas.


Leia também: Aviso de Privacidade: você já tem esse documento?



Pseudonimização: o que é isso?


Você já deve ter ouvido falar sobre como é comum o uso de pseudônimos na literatura por parte de alguns escritores. A escritora britânica J. K. Rowling - criadora do Harry Potter - escreveu uma obra mais recente com um nome masculino; ou, ainda, a "rainha do crime" Agatha Christie que era famosa pelos seus romances policiais, escreveu também alguns romances com o pseudônimo "Mary Westmacott".


No Brasil, por exemplo, Machado de Assis escrevia algumas crônicas, principalmente aquelas mais críticas, com o pseudônimo "Boas Noites", mas ele também já usou outros pseudônimos, como "Victor de Paula" e "Dr. Semana".


Enfim, por diferentes motivos esses escritores quando usam pseudônimos não querem ser reconhecidos, isto é, não querem ser identificados por aqueles que não sabem que eles utilizam aquele pseudônimo. Mas ao mesmo tempo a obra não é completamente anônima, pois tem um escritor. Basta saber de quem é o pseudônimo para você saber de quem é a obra escrita.


A técnica da pseudonimização serve exatamente para isso, para diminuir o risco de que outras pessoas possam identificar a quem certos dados se referem, e é uma técnica recomendada para ser aplicada, sempre que possível, como medida de segurança na lei geral de proteção de dados.


Mas antes de falarmos como você pode aplicar essa técnica no seu consultório, vamos fazer uma breve retrospectiva.



Um breve retrospecto: o que são dados pessoais?


Quando falamos em dados pessoais eu tenho certeza que a primeira coisa que vem na sua cabeça é o nome de alguém. Você não está errado: o nome, sobrenome, endereço, RG, CPF são alguns exemplos de dados pessoais.


Mas eles não são os únicos, já que são considerados dados pessoais todas as informações que possam de alguma forma identificar uma pessoa, o que pode incluir informações diversas, que vão desde a sua placa de veículo, até informações sobre a sua saúde, sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, entre outros.


Por sua vez, os dados pessoais tem uma espécie que precisa ter maior cuidado, são aqueles dados que quando indevidamente compartilhados podem causar um dano grande ao indivíduo, por gerarem uma exposição muito grande de sua intimidade e permitirem alguma espécie de discriminação. Essa espécie a lei optou por considerá-las como dados pessoais sensíveis.


Aquelas informações de saúde que estão nos exames e na sua ficha de anamnese, por exemplo, fazem parte desse tipo de dado pessoal sensível, já que contém informações relevantes sobre a vida pregressa do paciente, inclusive, sobre doenças que ele possa ter.



Como compartilhar dados de forma segura?